domingo, 28 de fevereiro de 2021

03 - A TRAVESSIA ÉPICA - INTRODUÇÃO

 03 - A TRAVESSIA ÉPICA - INTRODUÇÃO

Passada a fase de transtorno de estresse pós-traumático causada pela excursão a Europa (não pela Europa, logicamente, mas pela excursão), resolvemos que era hora de tentarmos (eu e minha mãe) uma tentativa independente de viagem, sem depender de uma agência "especializada". Independência ajuda muito para quem  quer deixar de ser turista e virar viajante... sim, existe uma diferença!

Começamos então a pensar no nosso roteiro da próxima investida em solo Europeu e a primeira decisão foi evitar o período do outono, que era muito chuvoso. A escolha mais sensata foi a primavera, que era mais ensolarada e florida.

Passaríamos cerca de um mês atravessando o continente, passando por vários países viajando de trem que, ao contrário do ônibus da excursão, tem banheiros, para o nosso alívio! 



Acima (em caneta e em lápis) algumas das tentativas de definir o roteiro com os lugares que queríamos visitar e o tempo em cada um dos lugares.

Sim, foram muitos lugares, e até abrimos mão de irmos até a Áustria, que era um dos destinos que gostaríamos de ter ido daquela vez... mas tudo bem, não dá para ter tudo, né?

A decisão de visitar muitos lugares numa só viagem é típico de quem vive em países problemáticos tipo, vejamos... O Brasil! Enfim, foi apenas um exemplo aleatório (aleatório como as pessoas escolhidas para serem revistas nos aeroportos por parecerem ser do oriente médio), por ser um lugar onde não sabemos o dia de amanhã, e por isso é melhor garantir o máximo que puder de uma viagem, antes que o governo impossibilite você de qualquer tentativa de viajar para aonde quer que seja... como dentro do próprio país. Como já contei anteriormente, foi o que nos levou a começar a viajar para o exterior, que era mais fácil e barato, por incrível que pareça. 

Abaixo o mapa com o caminho que faríamos de trem, saindo de Amsterdam, na Holanda indo para o sul até Veneza na Itália (com uma possibilidade de passarmos por Milão, que acabou acontecendo) e depois voltando até estarmos de volta a Amsterdam. 


Passamos por tantos lugares que parecia que estávamos pesquisando locação para algum filme do 007 e, de fato, alguns dos lugares que passamos foram locação dos filmes daquele espião.

No caderno que usamos para nos organizarmos, além do calendário com as datas marcadas para a passagem por cada país e o mapa com o percurso que faríamos de trem, também colocávamos mapas das cidades que visitaríamos, com a marcação do e notas de lugares que gostaríamos de visitar e outros detalhes úteis.



Por que não usamos smartphones para isso? Talvez eu goste de usar cadernos, ué! Algum problema?!

Além do mais em 2013 ainda não havia smartphones... e se existiam em algum lugar, seriam mais caros que viajar pela Europa! 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

EXTRA 02: DE OLHOS BEM ATENTOS (EUROPA 2012)

 EXTRA 02 - DE OLHOS BEM ATENTOS

Como já devem estar cansados de saber, não sou turista, sou viajante!!! E uma das diferenças é a preocupação com um olhar fotográfico diferenciado, que não fica tão obcecado por registros clichês dos monumentos óbvios, presentes em todas as fotos de turistas comuns... tá, admito que também registro em fotos alguns daqueles monumentos, mas é só pela referência e para o caso de eu ter que usar alguma foto numa publicação, não ter problemas de direitos autorais e tal.

No título achei apropriado fazer uma referência ao último filme do Kubrick, "De Olhos Bem Fechados"... Não sabe do que estou falando?! Ai, ai... turista de blog era o que me faltava, mas enfim, abaixo vou publicar algumas fotos que fiz naquela fatídica excursão a Europa em 2012. 

Quem gostar (nem tem como não gostar, porque as fotos são tiradas por mim e são ótimas) pode vir aqui e encomendar uma cópia especial... cobro caro e em Euro, mas vala a pena (ao menos para mim). Mas chega de blá, blá, blá...

Para começar vou apostar nesta visão bem comum na Itália, que são as roupas penduradas do lado de fora da janela... na verdade acho que é bem comum nos países de língua latina, pois vi muito disso também em Portugal e, claro, no Brasil. 


A posição do Sol me ajudou a ver uma bela composição com o corte que ele faz com sua luz projetada na parede, criando um contraste com a sombra no lado oposto, em diagonal. E fazendo as roupas, bem coloridas e de tons quentes, brilharem em outro contraste com o tom pastel da parede e o verde nas janelas daquele prédio escondido numa das ruas de Florença, no centro-norte da Itália. 

Já esta foto incrível, aí de baixo, é a entrada para a Casa da Julieta (Hahaha, casa da Julieta! Alguém acredita mesmo nisso?)... é isso mesmo, é a parede de entrada para um dos caça-níqueis de turista mais famosos do mundo, lá em Verona, no norte da Itália. 


Toda rabiscada, de forma caótica e em meio a ligações elétricas do prédio (e outras coisas que não são identificáveis), foi considerada muito feia para a produção de "Cartas Para a Julieta", que fez um cenário mais "bonitinho" e "aceitável". Se a parede fosse a do filme, sinceramente eu não fotografaria. Já os turistas...

Ainda no norte da Itália, mas mais ao leste, a fascinante Veneza, que me obrigou a driblar todos os clichês para tirar duas fotos que exibo aqui...


Acho que todos conhecem (ou ao menos já ouviram falar) aquele período anual em que a maré sobe e invade boa parte daquela cidade.

Nesta foto acima registrei um desses momentos, onde a água me ajudou na composição, não só pela textura que deu ao chão tomado pelas águas, mas porque também afugentou a horda de turistas dali, o que me permitiu fazer aquela bela imagem... e se tem uma foto que não é clichê em Veneza, é uma foto em pessoas (turistas) poluindo o cenário. Outra foto assim só em alguma pandemia.

Mas calma que dá para tirar boas fotos, mesmo com turistas por perto. Essa de baixo, por exemplo, é a foto de um turista, só que cortado da composição, onde deixei somente seu guarda-chuva multicolorido em contraste com o branco e preto do Palácio Ducal.



Na maioria dos lugares por onde passei valorizei um olhar nos temas urbanos, fossem eles antigos, modernos ou mesmo um contraste de ambos, mas curiosamente, na Suíça eu não seduzido por nada relacionada que fosse relacionado a obras feitas pelo homem, mas somente por cenários naturais, paisagens incríveis e animais interagindo com o que está a sua volta, como no caso abaixo.


A foto original foi tirada em cores, mas percebi que o preto e branco dava mais força na dinâmica do flagrante das aves em pleno voo sobre um lago suíço.

Também em preto e branco, e de volta a um tema mais urbano, um instantâneo de Paris, com a famosa torre ao fundo, numa foto tirada (em movimento) em 2011, no ano anterior a das fotos acima. 


A Torre Eiffel é um tema difícil de dar certo em termos de fotografia, por conta da infinidades de "clics" que  tiram dela por ano e que nenhuma modelo da alta moda supera. Mas no mar de fotos comuns, creio que consegui fazer um retrato da cidade que faz jus a sua fama de bela e única. E se você discorda, certamente é turista... só pode ser.


Para finalizar, esta foto aí em cima, também de Paris em 2011, num contraluz de um dia nublado e com uma revoada de pássaros (acho que eram todos pombos) invadindo a paisagem urbana.

Tem outras fotos legais das viagens de 2011 e 2012, mas as que achei que valiam a pena dar um destaque entres as milhares que tirei, são as que viram aí. 

Se eu tiver paciência de continuar este Blog, provavelmente verão mais fotos e histórias das viagens seguintes... Mas eu não contaria com isso. Zero de paciência! 

Contudo, se você for um turista de Blog's, não sentirá minha falta, e poderá procurar outras páginas... nenhum com a qualidade do meu, logicamente, mas certamente encontrará! 

Soltem os cintos, peguem seus botes salvas vidas e boa viagem a todos!




segunda-feira, 30 de novembro de 2020

EXTRA 01: BANDA DESSINÉE (PARIS - FRANÇA 2011)

 EXTRA 01 - BANDA DESSINÉE

Como prometi... bom, acho que prometi, mas se não prometi, tanto faz, porque agora já estou aqui para publicar o primeiro "extra".

E neste primeiro extra, dicas para quem gosta de Histórias em Quadrinhos, ou Banda Dessinée (BD), como chamam na França... resolvi dar dicas de quadrinhos porque todos os Sites, Blogs, Vídeos etc, sobre viagens a França, em geral, e Bélgica, estranhamente nunca tem alguém comentando sobre quadrinhos. 

Por que acho estranho? Porque os quadrinhos Fraco-Belgas são muito famosos no mundo, afinal quem não conhece Asterix, Smurfs ou Tintin? 

E para quem não sabe, eu também trabalho com quadrinhos, mas isso é outra história (em quadrinhos... Háháhá).


Mas vamos ao que interessa: Se você leu o texto sobre o Natal (sem neve) em Paris, da minha viagem em 2011, deve lembrar... se não lembra é só olhar lá no texto... ou não, tanto faz! Enfim, embaixo do hotel onde fiquei tem uma galeria famosa (a Passage Jouffroy), e lá tem várias lojas como contei no texto (que você provavelmente não leu) e é ali que se pode encontrar duas pequenas lojas bastante interessante para quem gosta do tema.

A primeira dica é a Librairie Le Petit Roi, que vende quadrinhos usados (acho que novos também) por um preço bem em conta (ao menos na época, antes da desvalorização do Real)


Ali na foto, onde está um garotinho, também foi onde eu encontrei alguns títulos que me agradaram. A maioria eram álbuns da personagem Lucian (que no Brasil, pelo que me lembro, só teve um álbum publicado (creio que no fim dos anos 1980) com o título de "Lulu Smack!" (Eu, hein?!).


Acho que as editoras deveriam investir mais na publicação de quadrinhos europeus, mas infelizmente elas dependem do interesse de "nerds boçais" que só se interessam em consumir heróis estadunidenses ou mangás modinhas. Falta personalidade... enfim, fazer o que, né? 

Além dos álbuns de "Lucien", que é meu preferido (e só pude ler um, porque em Português só tenho aquele raro exemplar publicado por aqui, em terras tupiniquins e ainda não sei francês suficiente nem para dizer "bom dia") também comprei alguns álbuns com a BD (HQ) do "Le Petit Spirou" (Spirou é outra personagem clássica em língua francesa e que, ao contrário do Lucien, já ganhou uma coleção de uma de suas versões em Português. Só procurar.)


Ainda na Librairie Le Petit Roi, ainda comprei esses dois álbuns abaixo, que são trabalhos que eu nunca tinha ouvida falar, até então, porque no Brasil só se publica, basicamente, DC, Marvel, Mangás (independente da qualidade, porque se é Mangá, vende!) e, claro, Turma da Mônica... 


...  E falando em Turma da Mônica, cadê os trabalhos de Luis Sá, Daniel Azulay, Ely Barbosa, Ziraldo e outros talentos dos quadrinhos nacionais, que podem até não dar o lucro que as editoras querem, mas possuem uma qualidade que não se vê mais? Hein, cadê?

Mas voltando ao assunto, depois de comprar vários álbuns na "Livraria do Pequeno Rei", fui na loja logo ao lado, aonde podemos encontrar vários artigos e miniaturas das personagens de diversas BD's, clássicos da literatura infantil em língua francesa, de desenhos animados etc.


Estou falando agora da loja "La Boite a Joujoux", onde encontrei a "Família Barbapapa", que passava no "Globinho", na época em que era apresentado pela brilhante jornalista Paula Saldanha. Todos as animações apresentadas durante o programa, naquela ocasião, eram de arte e feitos na Europa, indo na contramão da tendência exterminadora de cérebro, que exibia (exibe) somente produções estadunidense... Bom, fica aí com parte da família Barbapapa aí embaixo!  



... Adivinhem quem eu encontrei ali. Tchan, tchan! Uma miniatura do Lucian, daquela BD que comentei ali em cima, e que comprei vários álbuns na loja anterior.



E por fim comprei uma miniatura de outra personagem, o Titeuf, que também já tem alguns álbuns publicados em português. 


Agora deixo uma pequena lembrança da simpática família que me atendeu naquela loja de miniaturas. Lá ganhei uma pequena caixa de música de lembrança (mas na foto seguro a placa que comprei como souvenir de Paris) e deixei para elas uma placa escrito "Brasil", como uma lembrança de minha passagem por lá.



Histórias em quadrinhos (BD) é considerado arte em muitos países da Europa, mas principalmente na França e na Bélgica. Mas no Brasil, já é difícil que arte, de uma forma geral, seja considerada arte, que dirá a pobre arte de fazer quadrinhos. Aqui ainda é "coisa de criança", ou seja, nem coisa de turista é. Triste...

Na França encontrei diversas publicações especializadas no assunto, como esta aqui embaixo.


Não entendeu? Vou traduzir: Belas Artes - Humor e Quadrinhos! Sacou o detalhe? "BELAS ARTES"

E claro que não encontramos quadrinhos somente em lojas como as que mostrei aqui, mas também em livrarias, tabacarias, nos aeroportos, em estações de trem e até em bancas de jornal, como esta da foto! 


No Brasil procurei uma livraria ou uma banca de jornal que fosse, no aeroporto Galeão, para poder ler algo durante o voo, mas no Brasil não se encontra mais livraria nos aeroportos... será que é porque o brasileiro não lê? Bom, eu sou brasileiro.

E assim termino a primeira publicação extra deste Blog que ninguém lê (minha mãe não conta).

Até...


sábado, 10 de outubro de 2020

02 - A EXCURSÃO DE DANTE - PARTE 05 - PORTUGAL - LISBOA

 LISBOA - PORTUGAL

Finalmente livres da excursão!!! Enfim, já era o fim da viagem e o pacote nos permitia dar uma paradinha em Portugal antes de voltarmos para o Brasil, então garantimos (aproximadamente) mais 24hs na cidade de Lisboa. É, foi rápido como os passeios da excursão, mas com a vantagem de nos livramos do ônibus lotado de turistas e ganhamos a liberdade de ir e vir de acordo com os nossos desejos e não com os desejos do guia.

Como podem reparar na foto estou até sorrindo de alívio... tudo bem, é um sorriso à La Gioconda, discreto, mas está ali, representando toda felicidade, ainda meio traumatizada, mas feliz!

E só para esclarecer, a camiseta azul, estampada com o submarino amarelo dos Beatles, apesar de parecida com aquela vitrine de Londres, foi comprada (a um preço muito mais em conta) num camelô legitimamente brasileiro. 

Mas vamos lá... Atrás de mim uma vista de Lisboa, direto do mirante do Parque Eduardo VII... se tem lojinha por ali? Não sei e nem me interessa, porque não sou turista, e gosto de estar no lugar para apreciar, relaxar, conhecer mais sobre o local vivendo uma experiência sensorial... resumindo: Viver a experiência de estar ali. 

Se tiver a oportunidade de ir aquela cidade, aproveita para visitar o local, que (ao menos no dia que fui) parece ter escapado da fúria bárbara dos turistas, que devem estar na fila do pastel de bacalhau, do pastel de nata ou da loja de sardinhas para turistas (que vendem latinhas a preço de ouro, mas tem o mesmo gosto da sardinha do mercado ao lado de sua casa, que custa... bem menos).

Abaixo o mesmo lugar, com a lente zoom!


 Para quem já conhece o lugar vai reconhecer esta vista panorâmica, mas para quem não conhece, e quer ter uma ideia, pode olhar a colina ao fundo aonde pode-se ver as ruinas de uma fortaleza no estilo medieval, ali é o famoso Castelo de São Jorge. Logo ao lado, na parte baixa, a direita, fica a rua Augusta, o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio e logo em frente a praça o rio Tejo... é, não dá para ver na foto (só o rio), mas estão ali. É só uma referência para quem quer se localizar. 


Olha aí, na foto seguinte, o castelo mais de perto... não é da Disney, mas é melhor, porque é de verdade! Embora também seja um estilo diferente daquele castelo da Cinderela da terra do Mickey, pode -se encontrar ali, pelo continente Europeu, diversos castelos semelhantes ao do conto de fadas (mas verdadeiros).


E o que dizer deste mapa feito de azulejos bem ao estilo lusitano... Lindo!


... Muro idem!


... Prédios idem... tá, começou a cansar! Vamos mudar de assunto?


O caos (com certo charme) típico das terras latinas... poderia ser na Espanha, na Itália, ou no Brasil, mas é Lisboa mesmo!


E este cardápio colado no vidro? Só percebemos que não estamos num subúrbio carioca qualquer por causa da língua portuguesa... Mas, ué?! Não é a mesma língua?


Assim como no Brasil só podemos chamar o queijo de Minas de queijo de Minas, se ele for feito em Minas, o famoso pastel de Belém só pode ser chamado assim se for feito em Belém. Fora dali é "pastel de nata". Na foto o lugar mais procurado para se comer o pastel de Belém, com filas quilométricas. Como não sou turista, vou de pastel de nata mesmo, que não tem fila... é só pedir e se deliciar. Quanto ao gosto, é o mesmo, só que sem fila de turista. 


Ali atrás dos mastros dos barquinhos está o Monumento dos Descobrimentos, ou Padrão dos Descobrimentos, um dos cartões postais da cidade de Lisboa que fica as margens do Rio Tejo e é um importante símbolo do passado glorioso que Portugal teve na época das grandes navegações. Mas aí descobriram o Brasil e tudo desandou... ao menos para os nativos que viviam por aqui. 


Bom, o dia já está acabando (e ficando nublado), acho melhor ir logo para o aeroporto e pegar o avião de volta para casa... não, não é esse aí de baixo. 

O avião da foto é um hidromotor que fez a primeira travessia aérea do Atlântico sul e concluída com sucesso pelos aeronautas Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922 O lugar de partida foi por ali mesmo, no local do monumento.

A viagem demorou setenta e nove dias para ser concluída! Será que a poltrona reclinava? E serviço de bordo nem pensar, né? Tô fora!



E assim chegamos ao fim dessa jornada... gostou? Melhor dizer que sim, porque com o tempo que perdi escrevendo esta sandice!

... e se disser que não gostou, vai ver o que é surtar! Vai até desejar estar numa excursão! 

Mas se gostou e quer mais, aguarde... vou tirar uma folga aqui e volto qualquer dia desses para contar de outras viagens.

Talvez eu publique alguns extras nesse meio tempo, só para não deixar as teias de aranha tomarem conta do espaço. 

Enfim... Boa viagem!


sexta-feira, 2 de outubro de 2020

02 - A EXCURSÃO DE DANTE - PARTE 04 - INGLATERRA - LONDRES

 LONDRES - INGLATERRA

Um dos enganos mais comum entre a turistada preocupada com status de viajante chique, que não são, porque gente chique não se preocupa com status... e também não viaja a turismo, viaja a negócio... mas voltando ao assunto, o engano mais comum é achar que o Big Ben é o relógio da torre, ou a própria torre. Não é!!! E antes que venham com pitacos constrangedores já aviso: Também não é a explosão responsável pela origem do universo que conhecemos, e muito menos nome de seriado estadunidense. Vamos lá: Big Ben é o sino de 13 toneladas (!!!) e que tem aquele nome por causa do apelido do cara que o instalou, e o apelido dele era... Tchan, tchan!!!


Para quem gosta de contrastes entre o antigo e o moderno, Londres é o lugar perfeito. E a origem dos contrastes fica por conta da história daquele lugar, que foi destruído e reconstruído diversas vezes por diversos motivos, mas principalmente guerras. Nem sempre foi possível reconstruir Londres respeitando a arquitetura dos prédios perdidos, então as novas tendências arquitetônicas ganharam espaço por lá... muito espaço. Na foto a seguir pode ver bem o que digo apreciando o prédio modernos e de formas arrijadas em contraste com o estilo mais clássico da Tower Bridge logo atrás, numa noite de chuva, como se é de esperar. Para quem gosta de (bons) filmes de ficção científica, no melhor estilo "Gattaca" ou "Código 46", a cidade é cinematográfica... bom, acho ela cinematográfica de qualquer jeito. Isso sim é arquitetura modelo, não é a Flórida ou suas cópias baratas (no estilo, não no preço, que está longe de merecer os valores que valem) da Barra da Tijuca. Credo!


O velho castelo na foto é a famosa Torre de Londres, que teve sua construção iniciada em 1078. Na versão cinematográfica de Robin Hood, de Ridley Scott, o castelo onde a personagem lendária anuncia a morte do rei, chegando de navio, seria o mesmo castelo. O fato descrito naquela obra cinematográfica, se aconteceu de fato, teria sido ali pelo séc. XIII, ou seja, duzentos anos depois do início de sua construção. Assim como o Rei Arthur, profetas famosos de importância bíblica e outras figuras celebres, não sabemos se existiram de fato e, se existiram, não sabemos se realmente guardam características descritas em suas lendárias aventuras.


Parem a droga do ônibus que eu quero descer!!! E pegar carona naquela linda carruagem!!! Lá não é Pasárgada e nem sou amigo do Rei, mas mesmo assim quero ir de carruagem!!! Se a ONG dos direitos dos animas me permitirem, logicamente, porque se tiver mal trato, continuo no ônibus mesmo... ou vou de taxi (tá, admito que esta referência foi desnecessária).


Sabem quem estava ali no Royal Albert Hall no dia da foto abaixo? Ninguém menos que o espião de vossa majestade, o 007, Daniel Craig, para lançar o novo filme (na época) da série... Lançamento que eu não fui por estar abduzido numa excursão mais interessada em lojinhas para turistas que os chineses têm no Picacadilly, do que estar no Royal Albert Hall. Mas tudo bem, se fosse a apresentação de alguma grande orquestra eu realmente ficaria chateado de não ir, e duvido que a Rainha fosse me convidar para aquela sessão em especial. Mas me aguardem, ela ainda vai me implorar para me conceder o título de Sir Victor Klier. Questão de tempo. 


Este prédio na foto abaixo (ih... passou!) é o museu que não fui... não porque não quis, claro, mas porque ir de excursão inviabiliza qualquer tentativa de conhecer lugares úteis, de cunho intelectual, cultural, científico etc... Mas se ali fosse a lojinha do chinês, ainda estaríamos por lá, andando por entre as inúmeras bugigangas inúteis. 


Ahh, mas passei pela celebre Carnaby Street, ex-reduto hippie e vanguardista, mas que atualmente é reduto turístico e "modinha". Triste...


E, não, não é banheiro público, são cabines de telefônicas... alguém aí ainda sabe o que é um telefone? Ou uma cabine de telefone? Os turistas "nerds", fãs de Super-Homem, deveriam saber.


Há em Londres uma infinidade de construções feitas com tijolinhos vermelhos (se fosse em Oz, talvez fossem dourados) como podem confirmar na foto. Isso se explica porque naquela cidade há poucas fontes de matéria prima rochosa, então a solução foi... Turma? A solução foi? Alguém... Alguém sabe? Buller? Nerd de plantão?


Para quem acredita em virgens que engravidam de botos ou pombos, que aquela casa em Verona é da Julieta, então não podem perder esta atração: A casa de ninguém menos que Sherlock Holmes, aquele detetive famoso na ficção que os adolescentes abobalhados das últimas gerações acreditam que existiu de verdade (pior, acreditam que Enola Holmes, a irmã de Sherlock, que Conan Doyle jamais criou, também é de verdade)... Acho que estupidez, agora, é doença genética. Só pode! Bom, aí está a prova de que ao menos o endereço é real: 221b, Baker Street, Londres.


Ali onde está o guardinha (preciso dizer que é um ator? Se preferir eu desenho, tá?) é a entrada da casa de uma das personagem mais famosa da literatura. E para os desavisados, que assistiram a série "House", eu sempre repito que a personagem protagonista (e que dá nome ao programa) da série é uma releitura da personagem britânica... enfim, ali a direita fica a lojinha de bugigangas temáticas... comprei algumas para meu acervo, pois são muito úteis numa direção de arte, por exemplo, na hora de produzir um filme, uma peça e afins. 


E indo na direção oposta, a esquerda da casa do detetive imaginário, uma pérola (porque os preços de lá são equivalentes a de joias) para Beatles maníacos, que é a loja temática deles... e, não, os Beatles não são imaginários, obras da literatura ou da mente de algum escritos consagrado... eles existiram de fato! Sério! Mas mesmo sendo fã do quarteto, melhor manter distância daquele lugar, ou correm o risco de não terem dinheiro para voltar para casa (ou mesmo para o hotel/albergue onde estão hospedados), porque como eu disse, lá é caro como uma loja de joias... na dúvida vá comprar um Rolex!


Eu parado na consagrada Abbey Road (ao menos é de graça), que deu origem a uma das capas de LP mais famosas e consagradas da história do rock. Mas por que não tirei foto atravessando a rua como todo mundo? Pode até ser que minha ida até aquele lugar tenha sido por motivos banais, turísticos mesmo, mas daí a atravessar para fazer foto já é "mico" demais, né? Tirar retrato por ali já é clichê que chegue. Para que atravessar? Mas... quem sabe um dia, né?


Minha mãe, que decepção, atravessando a Abbey Road... parece turista! Pô, mãe!


Por fim o mítico estúdio da Abbey Road... nem vou comentar nada!


Agora, antes de sair da cidade, vamos ver se aprendeu algo: Dá para ver o Big Ben na foto abaixo? Por que?


E para finalizar...


Legal a folhagem colorida, né? 

Próxima parada - Lisboa - Portugal