sexta-feira, 21 de agosto de 2020

02 - A EXCURSÃO DE DANTE - PARTE 01- ITÁLIA - FLORENÇA

 FLORENÇA

Michelangelo, Leonardo da Vinci, Gioto, Botticelli, Rafael, Sanzio, Donatello, são alguns dos geniais artistas de Florença (embora alguns pensam que são Tartarugas Ninja). Eu sou artista, se sou genial já é outra questão... mas sou, claro! Também é certo que não sou nem tartaruga e muito menos ninja, assim como também não sou de Florença mas ao menos pude passar por lá, e respirar o ar que os gênios respiraram.

Na foto, além de mim, que fui pego desprevenido (pois como já repeti algumas vezes, não sou turista e por isso não fico fazendo poses ridículas para sair em retrato), vocês podem ver ao fundo a "Ponte Velha".

Aquela ponte é a única que sobrou com este aspecto peculiar, do século XIV, onde "casinhas" surgem pelas laterais da ponte como se fossem verrugas, só que mais charmosas. No Brasil temos algo parecido que surgem em meio a pontes, viadutos, nos morros e por todo lugar que der... mas ao contrário das casinhas da ponte, não tem charme algum.


Em cima das tais casinhas ainda podemos ver outra construção, como se fosse uma ponte em cima de outra e, de certa forma, é... O que acontece é que a poderosa família Medici, lá pelo século XVI, achou que era melhor evitar se misturar com a plebe que circulava pelas ruas da cidade e encomendou a um arquiteto, o Giorgio Vasari, que construísse uma passagem "secreta", que servisse de ligação entre o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti (residência dos Medicis na época).

Dito e feito, logo a cidade ganhava o que ficou conhecido como "Corredor Vasari", que saía de um ponto da cidade e atravessava o rio Arno até o ponto de destino, para que a nobreza pudesse caminhar por ali com segurança e tranquilidade. Como podem ver as coisas não mudaram muito de lá para cá e a nobreza continua andando acima das multidões. 

Outra obra arquitetônica celebre naquela cidade é a exuberante Catedral de Florença... pensei em fazer um preambulo grandioso sobre a Catedral, famosa por sua enorme cúpula, mas como não dava para competir em tamanho, deixei para lá. E só para terem uma ideia do tamanho do prédio é tão grande que não coube nas lentes da minha câmera.


 A Catedral levou séculos para ser concluída, mas o que considerei uma singularidade é que ela não foi construída com dinheiro da igreja, ou do governo, mas com fundos particulares. É, isso mesmo, foi uma iniciativa de uma grande corporação... não, não foi a Microsoft ou a Apple, era a Corporação das Artes!  Que diferença dos dias de hoje, né?

Claro que nenhum dos responsáveis pela iniciativa viu a obra pronta, já que a obra durou do ano de 1296 até o ano 1579 para ficar totalmente pronta. 

Acho que a demora nas obras da Catedral só perdem para as obras feitas no Brasil, como o caso do Metrô do Rio de Janeiro, que já deve ter mil anos e ainda não foi concluída.

Na foto abaixo, repare nas estátuas que ornamentam parte da estrutura da fachada do prédio... Viu? Pois é, ao contrário do que deve estar pensando que são santos representados ali, mas não são santos e (até onde entendi) sim a representação dos tais "investidores corporativos", responsáveis por fazer existir aquela Catedral. 

E depois dizem que santo de casa não faz milagres. Olha aí a prova de que fazem, sim!


Abaixo podemos ver parte da Piazza della Signoria, com destaque para o Palazzo Vechio. O lugar é um verdadeiro museu a céu aberto, com várias esculturas expostas por ali, e fica entre o Rio Arno e a Piazza del Duomo (da Catedral que comentei ali em cima).


Agora em destaque podemos ver a réplica do David de Michelangelo, no mesmo lugar em que ficava a estátua original, ao lado da estátua de Hércules e Caco, com parte da fachada do Palazzo Vechio logo atrás.

E não perca tempo com piadinhas sobre o tamanho do pinto do David, porque todo mundo já fez... seja original e comente do Hércules. Vai ser um sucesso! E se não for, não é culpa minha.


Antes que perguntem, a estátua original fica num museu ali ao lado, a uma distância bem curtinha... mas lembre-se, a fila de turistas, para entrar no museu é tudo, menos curtinha. Vai encarar?

Eu não... fui!


E o que dizer dos artistas de rua que reproduzem pinturas famosas, com giz, usando as ruas como tela? Por isso que parei de desenhar, porque para mim é difícil traçar um linha reta até usando régua, que dirá fazer o que está na foto. Deve ter algum truque ali, só pode!

Depois de apreciar a replica do Davi e a replica do artista de rua, voltei para a Ponte Vechio (ou Ponte Velha), porque achei aquela construção uma das mais encantadoras que já vi. Desta vez me afastei um pouco dela, para ter uma visão mais panorâmica, e aí fiquei encantado também por um lindo jardim que descobri ali, banhado pelo rio Arno... podia estar cheio de lixo, como o Tietê, mas era cheio de flores e beleza. 


Olhando na outra direção, uma colina onde fica um mirante, a Piazza Michelangelo, e atrás, mais acima a Igreja de S. Miniato al Monte, que serviu de locação para um filme pouco conhecido do diretor Brian de Palma, "Trágica Obsessão", inspirado no estilo Hitchcock de se fazer suspense. 

De Palma sempre foi um grande admirador daquele cineasta e isso fica explícito em obras como "Carrie, a Estranha", de 1976, onde além de parte do tema musical marcante de "Psicose", De Palma também batiza a escola do seu filme de "Bates". Para quem não lembra, Bates era o dono do Bates Motel no já citado "Psicose". 


Bom, resumindo: Florença é incrível e imperdível! Só não conto mais porque deu preguiça. Acha que é fácil ficar escrevendo um monte de coisas que as pessoas não vão ler e ainda por cima ilustrando com fotos de minha autoria? 

Agora vou indo ou corro o risco de perder o ônibus da excursão... se bem que... 

Próxima Parada - Veneza

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

02 - A EXCURSÃO DE DANTE - PARTE 01- ITÁLIA - NÁPOLES E ILHA DE CAPRI

NÁPOLES

Depois do incrível passeio matinal pelas fascinantes ruínas de Pompéia voltamos ao ônibus que nos levaria para Nápoles, não para conhece-la, mas porque é lá que embarcaríamos num barco (parecidos com aqueles de lotação que se pega para ir do Rio para Niterói ou Paquetá) rumo a ilha de Capri. 

A tentativa de ir para o fundo do ônibus, acreditando que ali seria um lugar estratégico para fotografar e ver melhor a paisagem, foram frustradas por um vidro duplo (que duplicava o reflexo e prejudicava a tentativa de registrar algo do lado de fora) e sujo (que prejudicava idem). Para piorar não parava de chover (inclusive dentro do ônibus) e aquilo só piorou minha irritação por ter que ficar correndo como um peru doido pelos lugares históricos, sem tempo para apreciar mais os sítios históricos e museus. 

O tempo que davam para a gente, em geral, era para poder visitar as lojinhas de lembranças... só não sei porque eu iria para a Europa, para ficar comprando bugigangas chinesas. Mas em Nápoles, nem isso. O sabor napolitano ficou na saudade também, porque não rolou nem pizza local.


A passagem pela cidade foi a jato, mas deu para perceber que a região próxima ao Vesúvio era enorme, creio que a maior cidade da Itália e uma das mais populosas. O que ninguém me explica é: por que raios as pessoas se aglomeram num lugar com um baita vulcão ao lado, com risco de explodir a qualquer momento ?! Tantos lugares na Itália e o preferido deles é ao lado de um vulcão que já tirou várias cidades (e seus moradores) do mapa!! Lembrando que na década de 1940, ainda durante a Segunda Guerra Mundial, também houve uma erupção... Eu que não mudo para lá! 

Mas Nápoles é mais que o vulcão e que a pizza, logicamente, então deixo uma dica literária, que é a "Série Napolitana", que virou uma série de tv bacana chamada "A Amiga Genial". Mas o mais curioso é o mistério sobre a identidade da autora que assina com o pseudônimo de Elena Ferrante, que mantém seu nome verdadeiro e sua origem em total segredo.  

Minha impressão daquela cidade, ao menos dos arredores, é de um caos completo e me lembrava algum subúrbio do Rio em alguns momentos e em outros uma daquelas cidades do oriente médio que vivem em escombros por conta de bombardeios incessantes, daqueles a que assistimos no Jornal Nacional.

Na foto ali em cima dá para ter uma ideia, embora eu tenha preferido escolher uma foto menos, digamos, assustadoras. Não sei se a decadência é pontual do bairro, mas a verdade é que andamos por quilômetros passando por prédios cacarecados, sujos e caindo aos pedaços. Obviamente o centro histórico da cidade era mais bem preservado, mas já devem imaginar que só passamos pelo centro para o ônibus fazer sua manobra em direção ao porto. 


Se na direção do continente víamos um mar de prédios pedindo para serem demolidos ou reformados por completo, na direção do mar surge um belo castelo... um pouco sujo de fuligem, é verdade, mas ainda assim, belo!

Estou falando do castelo medieval Nuovo, que hoje nada tem de novo, já que foi construído entre os anos de 1279  e 1282. Ele foi ocupado somente em 1285 por Carlos II de Nápoles, um figurão da época, cheio de títulos de nobreza.

Eu até queria conhecer o castelo, mas não rolou, né?

Bom, abaixo a Galeria Umberto I, que é um impressionante exemplo da arquitetura do século XIX, que é uma das mais importantes do país, ao lado da Galeria Vittorio Emanuelle II em Milão. Mas o que conheci da citada galeria napolitana é o que podem ver na foto que fiz do ônibus, que fez um contorno ali na frente... um contorno!!! É nisso que se resume uma viagem de excursão, então estejam avisados!


Abaixo a Fontana del Carciofooo... ih, passou!


Ihhh, olha lá... Certosa e Museo di San Martino Napoli... Ciao bello! Fica para a próxima! 


Bom, abaixo o último registro de Nápoles, atrás do antigo castelo Nuovo, onde descemos do ônibus para pegar o lotação para Capri. Todos a bordo!!! 



ILHA DE CAPRI

Capri, como toda a Itália, tem seus valiosos sítios arqueológicos e suas histórias de séculos, mas hoje sua fama praticamente se resume a turismo! Basicamente é uma ilha para turistas ricos e  residência de lojas de grife (mas claro que se procurar ali no centrinho, vai encontrar algumas daquelas lojas de produtos italianos feitos na china), com paisagens de cartão postal e fotos de pessoas com cara de paisagem. 

Eu com cara de paisagem... 


Minha mãe com cara de turista olhando paisagem... perceberam a diferença? 


O que estraga é o penduricalho identificando a agência de turismo e estragando minha imagem de viajante sério! Triste isso! Eu devia cobrar pelo merchandising. 

A rua das lojas era toda assim, como na foto a seguir... sei que não é uma foto das mais descritivas, mas vocês acham mesmo que eu faria propaganda das lojas de graça? Se me pagarem eu mostro as fachadas de todas elas com suas marcas e até deixo aparecer alguns dos turistas que cortei da foto apontando para cima! 


Atendendo a pedidos vou mostrar duas fotos mais abertas, para terem uma ideia melhor do lugar... nem sei se podemos chamar de cidade, mas enfim, de lá da ilha.

Foto de um lado...


... e do outro lado!


Não pensem que falo de Capri como se tivesse algum ranço do lugar... nunca! A culpa não é do lugar, afinal lugares não tem culpa de nada, porque só exite uma espécie que é culpada por estragar lugares perfeitos. 

Como não quero parecer uma pessoa negativa, rancorosa e vingativa, pois sou uma fofura em pessoa, vamos em frente!


Depois do belo passeio debaixo de chuva pelo centro turístico da cidade, fotografando e comprando lembrancinhas dos chineses foi a vez do passeio de barco... não, não foi aquele grande ali atrás, com detalhes em azul. O nosso era, digamos, mais modesto e mais parecido com aqueles ao lado do grandão.

Lembra quando dizem "azul marinho"? Não é atoa.


Nos disseram que fazia parte da programação entrar com o barco numa caverna, mas adivinhem! Não entramos porque nos disseram que o mar estava agitado, mas... peraí, se estava agitado para a gente, por que aquela lancha de gente endinheirada estava saindo da caverna? 

Bom, passeio de barquinho em buraco na parede é coisa de turista, então por mim tudo bem. Próxima!



Bonita formação na foto abaixo... e dizem que passam com os barcos pelo buraquinho na rocha... ai, ai. 

Mas sabe por que registrei a bela formação? Porque me lembrou algumas das pinturas de Salvador Dali! Não lembra?


Na foto aqui embaixo podemos ver uma casa branca no penhasco, algo comum por lá, mas aquela ali, segundo me disseram, foi usada como locação do belo filme "O Carteiro e O Poeta". Já viu? Não?!

Então vá assistir e depois volte para falar comigo... não, só falo depois. Vai lá...  


... Então, me disseram que filmaram ali, em Capri, mas era informação de guia de excursão, então como sabem, não é das mais confiáveis, até porque estamos falando de cinema e não de ruínas históricas.

Dei uma pesquisada, sem me aprofundar muito, porque, sinceramente, pouco me importa aonde foi filmado, mas a qualidade da obra, que é excelente! Já vi uma informação de que foi filmado num lugar chamado Prócida e outra que dizia que foi em Salinas, pouco importa.

E se não tem a menor ideia do que estou falando, o filme é uma adaptação do livro que romanceia sobre uma amizade que o poeta chileno Pablo Neruda teria tido com um carteiro, quando vivia em Isla Negra, no Chile, mas que no filme se passa na Itália dos anos 1950.

Próxima Parada - Florença


sábado, 8 de agosto de 2020

02 - A EXCURSÃO DE DANTE - PARTE 01- ITÁLIA - POMPÉIA -

 POMPÉIA - ITÁLIA

Como podem ver, ali estou eu na foto, sem fazer pose, porque como já sabem, não sou turista, e foto posada... enfim, ao fundo a entrada da cidade (uma delas), mas eu estou mesmo é de olho no Vesúvio, para ter certeza de que não terei o mesmo destino da população local. Mas isso é só o aperitivo, então se puderem fiquem de olho nele, enquanto eu visito a cidade. Qualquer coisa é só gritar, até porque não daria mesmo tempo de correr para lugar nenhum.

Como eu disse lááá no início, odeio viajar em excursões, o que eu não disse ainda é que esta viagem é uma excursão! 

Eu já disse isso?! 

Bom, eu só queria ver se estava realmente prestando atenção ou se é como os turistas. Até agora passou no teste, quero ver se chega até o final (eu mesmo quase não cheguei). Fui acompanhando minha mãe que não queria ir sozinha, com medo de se perder ou algo do tipo... aliás um dos motivos que a levaram a escolher excursão ao invés de ir por sua própria conta e risco. 

Logo ficou claro que cruzar a Europa com aquele pacote de agência de turismo não foi uma escolha das mais inteligentes. Mas eu tentei avisar que esse negócio de ir de excursão não era uma boa ideia, eu tentei! Agora não reclama! E quando chegamos a Pompéia, ainda no início daquela odisseia, até minha mãe já preferia enfrentar o Vesúvio, que estava bem na nossa frente, do que voltar para o ônibus da excursão... tarde demais, infelizmente! 

O mais difícil dessas viagens, com ou sem excursão, é fazer fotos das paisagens sem que apareçam turistas... Ô praga!!! Para conseguir fazer fotos, sem poluir as imagens das ruínas históricas com retratos da espécie humana, havia duas estratégias: eu deixava todos passarem a minha frente e fotografava os lugares que ficavam para trás, mas mesmo assim, muitas vezes, surgem os retardatários para atrapalhar e então a solução é apontar a lente da câmera acima das cabeças dos turistas que ficam por ali poluindo a paisagem. 

Aí embaixo, a foto de um edifício público, um dos mais importantes da cidade, do ponto de vista arquitetônico, é a Basílica ( o que restou dela, logicamente) e que causou muita discussão sobre se ali havia ou não uma cobertura (telhado)... eu que não me meto a opinar sobre isso. 

E minha técnica anti-turista neste caso foi a estratégia do "deixa todo mundo seguir e fique para trás"... como podem ver, funciona!
Como a cidade de Pompéia ficou soterrada em cinzas vulcânicas por mais 1.500 anos, para nossa sorte, e azar dos nativos da época da erupção, ganhamos um dos mais extraordinários presentes arqueológicos já registrados. Aquela cidade ficou congelada no tempo, praticamente intacta e isso ajudou a revelar tudo sobre a rotina e a cultura da civilização que viveu ali a mais de dois mil anos.

Corro o risco de receber chacotas por confessar uma das coisas que mais me impressionou lá, mas ok, lá vai: Observando os cruzamentos das vias principais de Pompéia, eu reparei (não há como ignorar) numas pedras posicionadas de forma diferente e mais elevadas do que daquelas que serviam para pavimentar o resto das ruas, como fossem faixas de pedestres... e eram mesmo faixas de pedestres!!! As pessoas atravessavam mesmo as ruas, passando por aquelas pedras, a dois mil anos atrás! Agora pergunte se os turistas de hoje atravessavam na faixa... coisa nenhuma! E os veículos? Então, carroças, bigas e afins, passavam com suas rodas nos espaços entre as pedras. Pelo desgaste das pedras eu diria que era uma cidade bem movimentada.
Abaixo o Fórum, que não é o lugar onde encontramos juízes batendo seu martelinho e nem loja de grife, mas o lugar onde acontecia a vida pública e religiosa das cidades romanas. Em Pompéia tinha o chão completamente calçado com mármore e infelizmente não sobrou muito daquele calçamento, mas dá para ter uma ideia de como era, observando as pedras que sobram ali... será que os turistas levaram o piso de mármore achando que era souvenir? Não duvide! 


Uma característica dos romanos era a aceitação de deuses de diversas culturas, que por muitas vezes eram até incorporados por eles, como é o caso de Ísis, deusa de origem egípcia e que tem um templo ali em Pompéia. O Cristianismo também seria, num futuro que aquela cidade não chegou a ver, aceito como religião oficial.  Mas no caso abaixo o templo era do deus greco-romano Apolo. Como podem ver, deus de casa não faz milagres... aliás, nem de fora!


A casa do Fauno, que só sobrou ruínas, como tudo ali. Acho que ganhou esse nome por causa da estátua que está na foto... ou alguém acha que ali morava o Fauno? Complicado explicar o Fauno em poucas palavras, porque sua forma e origem é um pouco confusa, fruto de um "telefone sem fio", que curiosamente era algo que não existia na época como objeto e hoje também se tornou raro... o telefone, não o Fauno, que nem existe. Mas normalmente ele é mostrado como tendo o corpo, da cintura para baixo como um bode, para cima como homem e com chifres na cabeça, como outra figura mitológica, o Pan, que deve ter sido uma das origens dessa forma de Fauno. Bem diferente da retratada na estátua da foto, que deve ser mais fiel ao imaginado na época.


A próxima foto eu só tirei porque fiquei encantado com os detalhes (como esta tirei muitas outras de outras ruínas incríveis)... reparem que havia um segundo andar ali, onde ainda podemos ver a porta, as colunas de sustentação para o teto e a sustentação do piso, que já não existe, e restos das pinturas que ornamentavam as paredes do lugar... não, aquele teto ali não é o original!  


E para quem queria pão quentinho, Pompéia tinha diversas padarias espalhadas pela cidade (certamente todas cidades tinham, mas só aqui ficaram preservadas, capito?), ao gosto do freguês. Reparem nos fornos... fantástico! Mas apesar da fome que deu, preferi não comer nenhum pão por lá, pois depois de quase dois mil anos não seria mais pão dormido, seria "pão múmia". Eca!
Para os que acham que a "Junk Food" é coisa recente e criada pelos americanos, engana-se e Pompéia também pode ser uma espécie de prelúdio para as lanchonetes McDonald's que conhecemos tão bem (infelizmente) nos dias de hoje, ou bares (Termopólio do Lararium, que é uma taverna) que, creio eu, seria a comparação mais correta.

Na foto pode até ver o balcão, tipico das lanchonetes, onde os clientes eram servidos. Só não sei o que serviam lá, mas certamente não era BigMc com fritas e Coca-Cola.

Depois da sessão de teatro, nada melhor do que ir paquerar na lanchonete Vesúvio's, o lugar mais quente da moda!
E falando em teatro, a parte da arquibancada de um deles na foto, que tirei com aquela estratégia de "mirar acima das cabeças dos turistas", olha aí o resultado! Pena que não dava para saber que peça estava em cartaz ali na época, mas certamente não seria algo como "Cats".
Se acima podemos ver parte da arquibancada, abaixo podemos ver, a esquerda, parte do que seria o palco, bastidores, etc.


Se durante este texto lembrou do famigerado filme "Pompéia" (2014), esqueça tudo que viu lá, porque o filme hollywoodiano destrói a história, o bom senso e, claro, o bom gosto, porque nem para filme de ficção científica serve... Por exemplo: No final da obra em questão (sim, sim, vou contar o final, porque não há nenhuma surpresa ali) nos deparamos com cena mais clichê do mundo, que mostra o casalzinho romântico virando pedra, que é uma das notícias falsas mais famosas da história do mundo (e licença poética tem limite), já que ninguém de Pompéia jamais virou pedra... no máximo ganhou uma estátua de mármore, o que não é a mesma coisa.

Vamos lá, se fosse sobre alguém fossilizado, seria o mais próximo do termo "virou pedra", mas ainda assim incorreto, porque o que acontece no processo de fossilização é que, durante a decomposição do corpo os espaços vão sendo preenchidos... com lama ou afins. Não sou especialista, mas é mais ou menos isso. Com o tempo aquela "lama" seca, endurece e petrifica, ficando na forma do corpo que existia ali. 

O que aconteceu em Pompéia, no fatídico ano de 79 dmC (depois do mito de Cristo), foi que as cinzas (e não a lava, que teria eliminado qualquer vestígio dos corpos) cobriram os cadáveres das pessoas que morreram por conta dos gazes tóxicos, e aí, como no caso do fóssil, os corpos se decompuseram. A diferença é que as cinzas não ocuparam os espaços vazios após a decomposição, mas secou em volta dos corpos (e de todo o resto), como uma casca de ovo. Quando as escavações arqueológicas começaram a ser feitas lá, entre todos os tesouros históricos que surgiram, começaram a surgir também diversos objetos amorfos e ocos... Mistério!!! Então, para tentarem descobrir exatamente o que era, encheram os espaços vazios com gesso (ou algo do tipo), que por fim revelou serem os corpos das pessoas e que é o que vemos expostos por Pompéia ou no museu em Nápoles. 

Então esqueçam essa bobagem de virar pedra, algo que só a Medusa tem o poder mágico de fazer, porque o que se vê são "moldes em gesso, de pessoas... mortas". Mesmo assim bem impressionante!


Na foto aqui em cima, podemos ver o molde de uma das vitimas, que estava sentada e com as mãos cobrindo o rosto na tentativa de se proteger... obviamente não deu certo. 

Abaixo outro molde impressionante de uma mulher, grávida, deitada de bruços e novamente a tentativa de se proteger levando as mãos para cobrir o rosto. 


Quando criança eu vi uma foto de um cachorro que havia virado pedra... "- Ué, mas você não falou que não existe isso de virar pedra?". Pois é, mas eu era criança, não turista. Continuando: Vi a foto do pobre do cachorro que morreu se contorcendo na tentativa de se soltar de uma corrente onde estava preso... coitado, virou cachorro quente! Pobrezinho.

Mas continuando... Acho que vou encerrar o passeio pela incrível Pompéia nas Termas Stabianas. Um ótimo lugar para relaxar... bom, hoje nem tanto, porque com a horda de turistas por ali, nem consegui fazer uma boa foto panorâmica. Sobrou então mostrar alguns detalhes, como abaixo, na parte inferior da foto, onde ficava a água e os usuários das termas, logicamente. 


Esta parte das termas, como podem ver, ganhou uma grade de proteção... adivinha contra quem? Ganha um pirulito quem acertar!


E, tá,  sei que mostrei pouco da cidade, mas é realmente impossível descrever o lugar, mesmo com fotos... e lembrando que como estávamos numa excursão, onde o tempo é contado e corrido, não restando tempo para maior apreciação e registros fotográficos... se alguém ficasse para trás, e se perdesse por ali, provavelmente viraria morador da cidade fantasma, porque o lugar é grande e labiríntico. Mas ao menos não se corre o risco de cruzar com o Minotauro por ali (que provavelmente foi esperto e evitou ficar perto do celebre Vesúvio). 

Prometo tentar voltar com mais calma a Pompéia, porque é um lugar que merece bis... sem excursão!


Agora vou indo, porque Pompéia foi só o início daquele longo, corrido e chuvoso dia, que deveria ter sido divido em pelo menos uns cinco dias de exploração, para dar tempo de visitarmos a cidade de Herculano e o Vulcão adormecido (e espero que continue assim se eu estiver por perto).

Próximas paradas Nápoles e Ilha de Capri

sábado, 1 de agosto de 2020

02 - A EXCURSÃO DE DANTE - PARTE 01 - ITÁLIA - ROMA

A EXCURSÃO DE DANTE

Desgraça pouca é bobagem... acho que é assim que se diz. E para falar a verdade nunca entendi bem o que significa, porque, sinceramente, desgraça é um problema acumulativo, então, para mim, pouca desgraça sempre será melhor que muita desgraça. Por exemplo, naquela primeira viagem a Paris para passar o Natal de 2011 (sem neve), não foi uma experiência tão ruim, tirando o fato que não nevou, não parou de chover e que todos os passeios eram tão corridos que só conseguimos aproveitar depois, olhando as fotos e, claro, por se tratar de uma excursão, mas que éramos só eu, minha mãe e um casal que mal vimos por lá.

Como aquela primeira experiência não nos causou nenhum trauma, resolvemos arriscar uma segunda excursão pela Europa logo no ano seguinte, em outubro de 2012... e desta vez, sim, foi traumática! Sabe aqueles soldados que voltam da guerra com estresse pós-traumático? Pois é, nós vivenciamos o estresse pré-traumático, o traumático em si e o pós. Só eu sei como foi difícil teclar este depoimento vestindo uma camisa de força... tá, admito que estou dramatizando um pouco, porque senão quem vai querer ler essa chatice de viagem de excursão, por mais que o narrador (eu) seja uma pessoa incrível?

Bom, indo ao ponto, começamos visitando a Itália, subimos os Alpes Suíços, descemos na França e finalizamos com a excursão na Inglaterra. De bônus, antes de voltarmos ao Brasil, e já livre do pesadelo com o grupo de turistas, uma paradinha em Portugal.

Apertem os cintos e boa viagem... ou não!

PARTE 01

ROMA - ITÁLIA

Agora vamos lá... A primeira parada foi na Itália, Roma para ser mais preciso. Aquela cidade (na verdade a Itália inteira), é um enorme sítio arqueológico, um grande museu a céu aberto. Lá acontecem coisas do tipo:

"-Vamos fazer uma obra nessa pracinha para abrir uma entrada do metrô?"

e... Pimba! Mais uma ruína é descoberta embaixo da terra. Param as obras, vêm os arqueólogos e menos uma estação de metrô em Roma.


Roma, antes de ser capital da Itália, foi capital do Império Romano. Não confundam com o Império Americano, que hoje invade as ruas de Roma, e de várias outras cidades pelo mundo, com McDonald’s, Coca-Cola, produções Hollywoodianas, Donuts (rosquinhas, tipo aquelas do Homer Simpson e dos filmes policiais) e outras porcarias consumistas.

Na época dos Césares havia pão e circo, mas nem por isso a vida era mais fácil, afinal corria-se o risco de virar comida de leões numa arena pública. 

Roma é uma das cidades mais antigas da Europa, surgida na idade do ferro, a mais de 2.760 anos e se tornaria a “capital do mundo”... do mundo que se conhecia na época, já que o continente americano ainda não existia para aqueles que viviam nos outros continentes. 

Os exploradores ainda acreditavam que nosso planeta era tudo, menos redondo. O mundo para eles era plano, e é fácil aceitar isso considerando a limitação do conhecimento daquele período... o difícil é acreditar que ainda hoje tem gente que acredite nesta bobagem... e não estou falando de turistas, não. Enfim, era impossível contornar um mundo plano, além dos riscos de sofrer com ataques de monstros marinhos ou de serem seduzidos por encantadoras (e perigosas) sereias.

Viva a ciência! 

Visitar o Coliseu é, mais ou menos, como visitar o estádio do Maracanã durante as reformas para a Copa do Mundo de 2014, basicamente um estádio de futebol em ruínas. Talvez já tenham visto uma reprodução daquele lugar em CGI (aqueles efeitos especiais de computador) para “Gladiador” (2000), dirigido por Ridley Scott. 

No filme o herói da ficção vivido Russel Crowe é obrigado a lutar por sua liberdade, e sua própria vida, naquele cenário. No filme podemos ter uma ideia de como era o Coliseu (e Roma) no seu auge. Não é o melhor filme de Scott, responsável pelos clássicos “Alien” (1979) e “Blade Runner” (1982), mas como aqueles dois filmes não se passam em Roma, não me serviram como exemplos ilustrativos.

O responsável pela solicitação de construção do maior anfiteatro de Roma foi o Imperador Vespasiano em 72 d.m.C. (depois do mito de Cristo). O Coliseu foi construído no mesmo terreno onde ficava o palácio de Nero, a Domus Aurea, e podia receber, aproximadamente, 55 mil expectadores para assistirem aos jogos. 

As diferenças básicas para o que chamavam de jogos são as seguintes: Na época da Roma antiga a pessoa era a bola e os leões, os jogadores (também faziam um maior número de gols, sem cobrar salários milionários). 

Outra diferença e também um mistério, assim como com as pirâmides, é a construção em si... Reparem nas pedras gigantescas no alto do Coliseu. Como foram parar lá?

 

Na foto que segue dá para ter uma ideia melhor da escala da construção em relação às pessoas... pessoas, não, turistas! Turistas que estragaram minha linda foto do interior do Coliseu. Cadê os leões na hora em que precisamos deles?

Não sei como as enormes pedras chegaram lá, mas sei como saíram e, para minha surpresa, não foi por desgaste do tempo ou erosão como também devem pensar. As pedras sumiram de lá porque o Coliseu foi transformado em “pedreira”, de onde antigos moradores, de gerações passadas, tiravam a matéria prima de suas novas (na época) construções. 

"- Liquidação de 'tijolos' do Coliseu: Compre 2 e leve três!!"

 Lamentável! Ainda mais se imaginarmos hoje, com aquelas lojas que vendem material de demolição, e que muitas vezes nem deviam ter acontecido (como o caso do edifício em questão). 

Se repararem lá no fundo da foto panorâmica do interior do Coliseu, tem uns “pontinhos brancos” ao fundo... viram? Pois é, aquilo foi o que sobrou da arquibancada. Só isso já devia ter dado para construir um bairro inteiro. 

E já que citei Hollywood lá no início, não poderia deixar de falar do cinema italiano, afinal Roma foi cenário de importantes produções (e revoluções cinematográficas). Logo após a Segunda Guerra Mundial acontece o Neorrealismo italiano, revelando ao mundo o talento de grandes cineastas como, Vittorio De Sica, Luchino Visconti e Roberto Rosselini, responsável por inaugurar o movimento cultural com o clássico “Roma, Cidade Aberta”. E você aí, achando que só americanos fazem filmes. Coitado...

Logo a seguir surgem outros nomes fundamentais do cinema italiano, como Ettore Scola, Giuseppe Tornatore e, claro, de Federico Fellini, autor de “La Dolce Vita” com sua antológica cena na Fontana Di Trevi. Eu, particularmente não precisei entrar na fonte para me molhar, como os protagonistas do filme fizeram, pois a chuva era torrencial. Nada que tirasse a beleza da fonte. Na verdade até que a chuva ajudou e espantou a multidão de turistas que estavam ali atrapalhando minha foto da fonte. Turistas... Ô troço chato!

 

Outra coisa que sempre me impressiona na Europa são os obeliscos, que foram retirados (roubados) do Egito, em tempos antigos, e distribuídos pelo continente Europeu. Na verdade não sei quantos foram levados para Europa, mas vi dois de vários: Um em Roma e outro em Paris. Numa pesquisa rápida descobri que a cidade de Roma é a que abriga a maior quantidade de obeliscos na Europa. Aliás, no mundo!

Existem oito obeliscos em Roma vindos do Antigo Egito, cinco com origem da Roma Antiga, e isso sem contar outros modernos. Mas o obelisco mais alto do Antigo Egito, ainda em pé no mundo, pesando mais de 230 toneladas, está hoje, em Roma, é o Obelisco Laterano (aquele ali da foto). 

Mais uma vez... Como fizeram isso? Já viram o tamanho e peso daquele troço? Será que contrataram o Obelix? Seriam os deuses astronautas? Mistério...
 

Como já comentei mais de uma vez, um dos problemas de ir numa excursão (além dos turistas, que são parte do pacote) é a correria que impede uma apreciação mais contemplativa de qualquer coisa importante, mas fora do programa, como o caso do obelisco citado aqui em cima... 

...ou o Monumento Nacional a Vítor Emanuel II, que é um monumento em honra ao primeiro rei da Itália unificada e considerado o pai da pátria italiana. Inaugurado em 1911 foi mais um dos monumentos destruídos por produções Hollywoodianas, que no caso foi o filme "O Núcleo" de 2003... Não, não é uma recomendação de filme, é só uma curiosidade inútil.

Mas se querem uma recomendação que vale a pena, então o filme "Para Roma Com Amor" de Woody Allen é a indicação perfeita para os viajantes mais exigentes! Pode não ser a melhor obra do diretor, mas certamente é muito melhor que a outra produção apocalíptica e ao gosto do turista. 


O mesmo problema (não de ser destruído por Hollywood, mas por não estar no pacote de visitação) foi com o Castelo de Santo Ângelo, as margens do Rio Tibre (Tigre, não, Tibre!!!), e que em quase dois milênios de existência já foi um mausoléu, edifício militar, referência de um surto esquizofrênico de um Papa (que viu um Arcanjo embainhando sua espada para indicar o fim da peste que assolou a região no século VI) e que mais recentemente é alvo do ataques de turistas animados e armados com telefones que tiram fotos.

Já eu, não tirei as fotos que eu gostaria, com minha super máquina fotográfica (porque foto com o telefone é coisa de turista, como se sabe) , pois o programa da excursão não incluía o castelo (que originalmente foi o Mausoléu de Adriano), mas como ele estava no caminho para o Vaticano, até consegui bater uma foto (ruim), pela janela do ônibus em movimento.

Ahhh... Na ópera “Tosca”, de Puccini, virou cenário do último ato. 


Conhecer o Vaticano é uma “atração” a parte, já que o Vaticano nem é Roma, é outra cidade (na verdade uma cidade-estado), só que dentro de Roma... tipo Brasília, que fica no meio de Goiás, é cheio de riquezas e cercada de pobreza e miséria por todo lado, como uma ilha e onde muitos de seus moradores falam de honra, nobreza, prometem o céu, mas só deixam o inferno mais promissor. 

Observações políticas e filosóficas a parte, não é preciso dizer que um lugar com obras de Michelangelo é imperdível. A dica de cinema aqui é o filme de 1965, "Agonia e Êxtase" que romanceia a relação conflituosa sobre o projeto da famosa Capela Sistina, entre o Papa e Michelangelo... E, não, não tem discos voadores, ou terremotos destruindo o Vaticano!

Mas voltando ao assunto: como não deixavam fotografar a Capela Sistina, fotografei a Pietá, que não sofre desgastes por causa das luzes dos flashes. Mas sinceramente... Olhe suas fotos dos lugares históricos e olhe as fotos de um livro sobre o mesmo lugar. A do livro, certamente é melhor! 

Tirei fotos, é claro, mas também comprei muitos livros. Além das fotografias ilustrativas, as publicações vêm com informações relevantes sobre a obra e o local, ao contrário dos retratos que tiramos e, que no máximo, vem a data estragando o cenário.

 

Uma das surpresas que tive, ainda no Vaticano foi que, num teto de um dos muitos corredores quilométricos, descobri que os relevos esculpidos, não eram esculpidos!! Eram pinturas, que davam ilusão de ótica perfeita de serem relevos esculpidos no teto! Estou falando da foto aí embaixo... aquilo não é relevo nem programa de 3D, é pintura a mão!!! 

Impressionante!! Aliás, acho que esta palavra define bem a Europa, de uma forma positiva, claro. Aqui no Brasil também ficamos impressionados, mas de uma forma mais traumática.

 

Mas o melhor de viajar para um lugar celebre (o lugar ser celebre não quer dizer que tenha participado do BBB, ok?), é descobrir recantos desconhecidos, mas não menos curiosos e charmosos, que podem ser menos importantes do ponto de vista históricos, mas que ao descobri-los se fazem tão importante quanto. Um desses lugares foi um prédio com uma galeria coberta, onde me refugiei da chuva, depois de tentar escapar seco da Fontana Di Trevi. O lugar tem as paredes todas decoradas e... Enfim, olhem a foto.


E aí... acabou! 

Como assim acabou?!

Pois é, com excursão é assim, acaba rápido, quando menos se espera, porque é tudo corrido! Mas tudo bem, atendendo a pedidos, uma saidera: A pirâmide de Céstio em Roma! Não, não fiquei maluco e nem trouxeram uma pirâmide como fizeram com os obeliscos... é uma pirâmide genuinamente romana! Ela foi construída entre 18 e 12 a.m.C. (antes do mito de Cristo) como túmulo para Caio Céstio Epulão, um figurão da época, logicamente, ou não seria sepultado numa pirâmide, concordam?

A inclinação acentuada da pirâmide não é a forma mais conhecida (nem por turistas e nem por pessoas normais), mas era comum no reino de Meroé, que tinha sido atacada por Roma em 23 a.m.C.(antes do mito de Cristo), o que sugere uma influência direta.

E acreditem se quiser, não foi a única pirâmide em Roma! Mas sinceramente, se é para falar de pirâmide, melhor ir logo para o Egito! Então fiquem com a foto (tirada em movimento, pela janela do ônibus, porque em excursão de pobre é como funciona... nunca mais!).
 

Ciao Roma!

... Para quem acha que isso foi o fim, saibam que foi apenas o começo desta torturante viagem, num ônibus de excursão lotado de zumbis preocupados com o fim da novela televisiva, de importância fundamental (sabem o que é ironia, ou preciso explicar?), mas que perderiam por estar num passeio pela Europa... devem ser terraplanistas, só pode!

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